A partir de comentários aqui colocados no blog verifiquei que esta noção não é trivial.
Queria fazer deste post um local onde seja possível clarificar o melhor possível esta noção.
No entanto, já por diversas ocasiões me foi instruido o seguinte:
Se os ânimos estão um pouco exaltados (notem que para haver um protesto, a probabilidade de acontecer é muito grande), mesmo que o motivo do protesto seja de facto, por vezes é aconselhável aceita-lo mesmo nestas condições. Desta forma não criamos mais um ponto de conflito e, caso se trate efectivamente de uma questão de facto, este protesto é rejeitado à partida pelas pessoas que o irão avaliar.
segunda-feira, junho 27, 2005
Resposta ao Exercicio 3
Na minha opinião, o JA deve repetir sempre a prova a não ser que tenha a clara convicção de que a queda do festão não afectou ninguem.
Agora vou explicar a razões da minha decisão...
A queda do festão e a sua reposição mesmo sem tocar em ninguem poderia ter prejudicado o atleta (imaginem que o atleta viu o festão a cair e abrandou o andamento), no entanto, pode não ser visivel para a equipa de arbitragem esta penalização. Por isso o JA , a não ser que tenha a clara convicção de que ninguem foi prejudicado (ex: seguiam todos na direcção contrária sendo por isso impossível ver a queda do festão), deve repetir a prova uma vez que tem de dar o benefício da dúvida ao atleta.
Todavia, caso não houvesse qualquer solicitação dos delegados, a prova não deveria ser repetida assumindo que nenhum dos atletas sentiu que ficou prejudicado.
Uma vez que a prova foi repetida, o protesto fica sem efeito. No entanto caso isso não acontecesse este teria de ser aceite porque houve a queda do festão e a partida/prova não foi anulada. Este, na minha opinião, é sem dúvida assunto passível de protesto.
Cumprimentos,
Luis Sardinha
Agora vou explicar a razões da minha decisão...
A queda do festão e a sua reposição mesmo sem tocar em ninguem poderia ter prejudicado o atleta (imaginem que o atleta viu o festão a cair e abrandou o andamento), no entanto, pode não ser visivel para a equipa de arbitragem esta penalização. Por isso o JA , a não ser que tenha a clara convicção de que ninguem foi prejudicado (ex: seguiam todos na direcção contrária sendo por isso impossível ver a queda do festão), deve repetir a prova uma vez que tem de dar o benefício da dúvida ao atleta.
Todavia, caso não houvesse qualquer solicitação dos delegados, a prova não deveria ser repetida assumindo que nenhum dos atletas sentiu que ficou prejudicado.
Uma vez que a prova foi repetida, o protesto fica sem efeito. No entanto caso isso não acontecesse este teria de ser aceite porque houve a queda do festão e a partida/prova não foi anulada. Este, na minha opinião, é sem dúvida assunto passível de protesto.
Cumprimentos,
Luis Sardinha
quinta-feira, junho 16, 2005
Exercicio 3
Numa prova de 200m livres o festão de falsa-partida caiu na água, os juizes repararam e colocaram-no no sitio correcto sem que este tocasse em nenhum dos atletas.
No final da prova, o delegado de um clube apresenta um protesto a exigir que a prova seja repetida alegando que a queda do festão prejudicou o seu atleta.
O que deve fazer o Juiz-árbitro?
Cumprimentos
PS: Participem, não tenham medo de errar!
No final da prova, o delegado de um clube apresenta um protesto a exigir que a prova seja repetida alegando que a queda do festão prejudicou o seu atleta.
O que deve fazer o Juiz-árbitro?
Cumprimentos
PS: Participem, não tenham medo de errar!
quarta-feira, junho 15, 2005
Aqui vai um pouco de História
Esta é a História do estilo Mariposa. Retirada do site www.penangswimming.com
Achei que seria interessante colocá-la aqui para aqueles que são curiosos...
História da Natação
MARIPOSA
Espero que gostem.
Achei que seria interessante colocá-la aqui para aqueles que são curiosos...
História da Natação
MARIPOSA
A Mariposa foi desenvolvida nos anos 30 e evoluiu do estilo de Bruços. No entanto, a Mariposa só se tornou num estilo olímpico oficial nos Jogos de Verão de 1956.
Em 1934, David Armbruster, treinador na Universidade do Iowa, implementou uma recuperação de braços em simultâneo fora de água. Esta acção de braços "mariposa" dava mais velocidade mas requeria mais treino e mais condições físicas. A controvérsia surgiu e enquanto nem todos os nadadores praticavam este quase-bruços, os nadadores que o praticavam ganhavam provas com bons tempos.
Em 1935, Jack Sieg, um nadador da Universidade do Iowa, desenvolveu uma técnica de natação por seu lado e batendo as pernas em simultâneo como a cauda de um peixe. Desenvolveu então, o movimento de pernas virado para baixo. Armbruster e Sieg combinaram o movimento de braços borboleta com este movimento de pernas virado para baixo e aprenderam a coordenar os dois de forma eficiente. Com dois pontapés para cada ciclo de braços mariposa, este pontapé foi inevitavelmente conhecido por pernada de golfinho.
Mesmo sendo o estilo bruços de mariposa , como era conhecido, mais rápido que o estilo de bruços, a pernada de golfinho foi declarada uma violação das regras de competição. Nos 20 anos seguintes, os campeões de Bruços usavam uma recuperação de braços fora de água (mariposa) com uma pernarda de bruços mais curta. Nos finais dos anos 50, o estilo de Mariposa com a pernarda de golfinho foi legalizada como um estilo distinto para competição. Muitos nadadores dizem que o movimento das pernas é a chave para este estilo e que o nadador que consegue ondular na água naturalmente pode aprender este estilo com maior facilidade.
Em 1935, Jack Sieg, um nadador da Universidade do Iowa, desenvolveu uma técnica de natação por seu lado e batendo as pernas em simultâneo como a cauda de um peixe. Desenvolveu então, o movimento de pernas virado para baixo. Armbruster e Sieg combinaram o movimento de braços borboleta com este movimento de pernas virado para baixo e aprenderam a coordenar os dois de forma eficiente. Com dois pontapés para cada ciclo de braços mariposa, este pontapé foi inevitavelmente conhecido por pernada de golfinho.
Mesmo sendo o estilo bruços de mariposa , como era conhecido, mais rápido que o estilo de bruços, a pernada de golfinho foi declarada uma violação das regras de competição. Nos 20 anos seguintes, os campeões de Bruços usavam uma recuperação de braços fora de água (mariposa) com uma pernarda de bruços mais curta. Nos finais dos anos 50, o estilo de Mariposa com a pernarda de golfinho foi legalizada como um estilo distinto para competição. Muitos nadadores dizem que o movimento das pernas é a chave para este estilo e que o nadador que consegue ondular na água naturalmente pode aprender este estilo com maior facilidade.
Espero que gostem.
terça-feira, junho 14, 2005
Atletas matreiros...
Recentemente li neste blog a referência a atletas "matreiros" onde lhes foi dada uma conotação muito negativa. Eu penso que este tipo de atleta por vezes é positivo para a natação.
Dentro deste conjunto de atletas "matreiros" existem claramente dois subgrupos distintos:
- Os atletas que fazem propositadamente erros tentando passar sem serem penalizados. Para estes, logicamente que não poderá haver dualidade de critérios mas deixa os juizes mais atentos graças à sua reincidência. Na minha opinião, este tipo de atletas não me preocupa minimamente a não ser que o seu comportamento penalize os seus adversários (o que frequentemente também acontece).
- No outro subgrupo, existem atletas que, graças ao profundo conhecimento das regras e à sua grande experiência, tentam inovar no estilo de modo a ganhar uns preciosos centésimos, aproveitando as lacunas e omissões das regras. São estes atletas que fazem a natação evoluir, seja a tornar o estilo mais rápido ou a tornar as regras técnicas da FINA mais precisas. Estes atletas devem ser avaliados com muito cuidado de modo a ser verificado se o movimento está ou não dentro das regras. Nem sempre o que é estranho é ilegal.
Cumprimentos
Dentro deste conjunto de atletas "matreiros" existem claramente dois subgrupos distintos:
- Os atletas que fazem propositadamente erros tentando passar sem serem penalizados. Para estes, logicamente que não poderá haver dualidade de critérios mas deixa os juizes mais atentos graças à sua reincidência. Na minha opinião, este tipo de atletas não me preocupa minimamente a não ser que o seu comportamento penalize os seus adversários (o que frequentemente também acontece).
- No outro subgrupo, existem atletas que, graças ao profundo conhecimento das regras e à sua grande experiência, tentam inovar no estilo de modo a ganhar uns preciosos centésimos, aproveitando as lacunas e omissões das regras. São estes atletas que fazem a natação evoluir, seja a tornar o estilo mais rápido ou a tornar as regras técnicas da FINA mais precisas. Estes atletas devem ser avaliados com muito cuidado de modo a ser verificado se o movimento está ou não dentro das regras. Nem sempre o que é estranho é ilegal.
Cumprimentos
segunda-feira, junho 06, 2005
A viragem de costas
SW 6.4 Durante a viragem, os ombros poderão rodar para além da vertical para bruços, após o que um movimento contínuo de um braço, ou um movimento contínuo e simultâneo dos dois braços pode ser utilizado para iniciar a viragem. Uma vez que o corpo tenha perdido a posição de costas, não poderá haver nenhum movimento de pernas ou braços, que seja independente do movimento contínuo da viragem. O nadador terá que retomar a posição de costas logo que deixe a parede. Durante a viragem, o nadador deverá tocar a parede com qualquer parte do corpo. (Fukuoka-JPN, Julho 2001
Não há qualquer referência na parte sublinhada da SW que o movimento de pernas alternadas não faz parte do movimento contínuo da viragem de costas.
Sendo assim, este pode também ser considerado "movimento continuo de viragem"?
Com este post vamos tentar explicar o modo como avaliamos este movimento.
Neste momento a forma de avaliar esta viragem é muito simples. O atleta após ter perdido a posição dorsal não poderá fazer qualquer recuperação com braços e as pernas apenas poderão fazer o seu batimento enquanto a mão que se encontrava à frente faz o seu movimento até ficar junto ao corpo. A partir do momento em que os braços se encontram junto ao corpo as pernas já têm de estar imóveis.
O corpo tem de estar imóvel até ser dado o movimento necessário para se fazer a cambalhota (semelhante à pernada de mariposa) e a respectiva cambalhota.
Claro que esta pernada apenas pode ser feita uma vez e o corpo tem de tocar na parede na sequência deste movimento ou o atleta será desqualificado.
Devo salientar que para o movimento das pernas ser legal o braço tem de estar em movimento (não é legal manter o braço à frente e fazer batimentos de pernas até chegar à parede).
Cumprimentos,
Nathalie Domingos e
Luis Sardinha
Não há qualquer referência na parte sublinhada da SW que o movimento de pernas alternadas não faz parte do movimento contínuo da viragem de costas.
Sendo assim, este pode também ser considerado "movimento continuo de viragem"?
Com este post vamos tentar explicar o modo como avaliamos este movimento.
Neste momento a forma de avaliar esta viragem é muito simples. O atleta após ter perdido a posição dorsal não poderá fazer qualquer recuperação com braços e as pernas apenas poderão fazer o seu batimento enquanto a mão que se encontrava à frente faz o seu movimento até ficar junto ao corpo. A partir do momento em que os braços se encontram junto ao corpo as pernas já têm de estar imóveis.
O corpo tem de estar imóvel até ser dado o movimento necessário para se fazer a cambalhota (semelhante à pernada de mariposa) e a respectiva cambalhota.
Claro que esta pernada apenas pode ser feita uma vez e o corpo tem de tocar na parede na sequência deste movimento ou o atleta será desqualificado.
Devo salientar que para o movimento das pernas ser legal o braço tem de estar em movimento (não é legal manter o braço à frente e fazer batimentos de pernas até chegar à parede).
Cumprimentos,
Nathalie Domingos e
Luis Sardinha
sexta-feira, junho 03, 2005
Resposta ao exercicio 2
(Resposta colocada como comentário ao exercicio 2 pelo Pedro Godinho)
O atleta deve ser desclassificado pela infracção que cometeu, porque apesar do juiz se ter enganado na amostragem das placas (o que não deve acontecer) o atleta deve contabilizar a sua prova.
Imaginemos que se estava a realizar uma prova em que se iria nadar os 800 e os 1500 metros livres, a entidade organizadora não tinha placas de amostragem. A prova não se realizava?
Claro que a prova se realizava e todas as infracções cometidas pelos atletas seriam registadas.
Podemos ver mais um exemplo,numa prova de 400 metros (não existem placas mas existe informação ao atleta), em que algumas vezes os atletas também se enganam nos percursos e o juiz deve informar que falta ainda xx metros, ou seja é uma mera informação também. Claro está que se o nadador cometer alguma infracção este será desclassificado na mesma.
O atleta deve ser desclassificado pela infracção que cometeu, porque apesar do juiz se ter enganado na amostragem das placas (o que não deve acontecer) o atleta deve contabilizar a sua prova.
Imaginemos que se estava a realizar uma prova em que se iria nadar os 800 e os 1500 metros livres, a entidade organizadora não tinha placas de amostragem. A prova não se realizava?
Claro que a prova se realizava e todas as infracções cometidas pelos atletas seriam registadas.
Podemos ver mais um exemplo,numa prova de 400 metros (não existem placas mas existe informação ao atleta), em que algumas vezes os atletas também se enganam nos percursos e o juiz deve informar que falta ainda xx metros, ou seja é uma mera informação também. Claro está que se o nadador cometer alguma infracção este será desclassificado na mesma.
quarta-feira, junho 01, 2005
Dúvidas básicas
Este post vai servir para colocar-mos algumas perguntas (e respectivas respostas) que nos têm sido feitas por pais, treinadores, delegados, atletas e juizes. Criando assim um repositório de perguntas e respostas simples mas que por vezes causam alguma dúvida...
Pede-se aos leitores para utilizar o post dúvidas para colocarem as suas dúvidas. Neste post devem estar apenas comentários com a pergunta e respectiva resposta.
Espero que gostem
Espero que gostem
quarta-feira, maio 18, 2005
Pernas alternadas em mariposa
Ao contrário da maioria dos estilos, a pernada alternada de mariposa é um defeito que acompanha alguns nadadores na sua carreira desportiva. No entanto este defeito na pernada é de dificil detecção e, por isso, por vezes não é reportado.
Antes de falar mais aprofundadamente sobre o assunto deixo-vos a regra que regulamenta a pernada de mariposa...
SW 8.3 Todos os movimentos das pernas para cima e para baixo devem ser executados simultaneamente. A posição das pernas ou dos pés não necessitam de estar ao mesmo nível, no entanto não poderá haver alternância entre eles. O movimento de pernada de bruços não é permitido. (Fukuoka-JPN, Julho 2001.
Ou seja, os pés não têm de se manter ao mesmo nível mas não pode haver uma alternância do pé que está em cima, se numa pernada o pé direito está por cima do esquerdo e se na pernada seguinte é o esquerdo que se encontra sobre o direito então houve um cruzamento e por isso o atleta deve ser desqualificado.
Outro caso ilegal que também já presenciei é o facto de o atleta se "esquecer" de fazer o batimento com uma das pernas, este batimento obriga quase sempre a um cruzamento de pernas ilegal.
Existe também o caso em que o atleta cruza duas vezes as pernas/pés em cada pernada, isto é, o pé que está em cima quando os pés se encontram em cima é o mesmo que se encontra em baixo quando os pés se econtram na sua posição mais profunda fazendo com que o cruzamento se efectue no movimento descendente e ascendente. Este problema surge no facto do atleta ter mais força numa perna do que outra e a perna mais "forte" ter uma amplitude superior à outra.
Este batimento tem de ser feito em simultâneo, os pés podem não estar ao mesmo nível (desde que não cruzem) e o movimento dos pés pode ser exactamente na vertical ou numa posição um pouco obliqua fazendo com que as pernas se abram um pouco mas a impulsão tem de ser sempre feita para baixo com o peito do pé e não com a planta como acontece no bruços.
Estes movimentos são dificeis de explicar por palavras, no entanto, terei todo o gosto em tentar explicar melhor algumas dúvidas que tenham.
Cumprimentos,
Luis Sardinha
Antes de falar mais aprofundadamente sobre o assunto deixo-vos a regra que regulamenta a pernada de mariposa...
SW 8.3 Todos os movimentos das pernas para cima e para baixo devem ser executados simultaneamente. A posição das pernas ou dos pés não necessitam de estar ao mesmo nível, no entanto não poderá haver alternância entre eles. O movimento de pernada de bruços não é permitido. (Fukuoka-JPN, Julho 2001.
Ou seja, os pés não têm de se manter ao mesmo nível mas não pode haver uma alternância do pé que está em cima, se numa pernada o pé direito está por cima do esquerdo e se na pernada seguinte é o esquerdo que se encontra sobre o direito então houve um cruzamento e por isso o atleta deve ser desqualificado.
Outro caso ilegal que também já presenciei é o facto de o atleta se "esquecer" de fazer o batimento com uma das pernas, este batimento obriga quase sempre a um cruzamento de pernas ilegal.
Existe também o caso em que o atleta cruza duas vezes as pernas/pés em cada pernada, isto é, o pé que está em cima quando os pés se encontram em cima é o mesmo que se encontra em baixo quando os pés se econtram na sua posição mais profunda fazendo com que o cruzamento se efectue no movimento descendente e ascendente. Este problema surge no facto do atleta ter mais força numa perna do que outra e a perna mais "forte" ter uma amplitude superior à outra.
Este batimento tem de ser feito em simultâneo, os pés podem não estar ao mesmo nível (desde que não cruzem) e o movimento dos pés pode ser exactamente na vertical ou numa posição um pouco obliqua fazendo com que as pernas se abram um pouco mas a impulsão tem de ser sempre feita para baixo com o peito do pé e não com a planta como acontece no bruços.
Estes movimentos são dificeis de explicar por palavras, no entanto, terei todo o gosto em tentar explicar melhor algumas dúvidas que tenham.
Cumprimentos,
Luis Sardinha
segunda-feira, maio 02, 2005
Exercicio 2
Este exercicio é muito semelhante ao que foi colocado no teste do ultimo curso.
Numa prova de 1500 m Livres, o juiz enganou-se na amostragem das placas e apitou aos 1400 metros, avisando assim que só faltavam 50 metros. O atleta após ter ouvido o apito deu o máximo nesses 50 m e parou de seguida chegando em 1º lugar, mas o seu treinador avisou-o prontamente de que deveria continuar pois ainda faltavam 50 m e que o juiz se tinha enganado nas placas. O atleta prosseguiu então o seu nado e terminou a sua prova em 3º lugar tendo o juiz parado o cronometro apenas quando o atleta finalizou a sua prova.
O Cronometrista colocou o tempo final mas, faz uma intenção de desclassificação ao juiz árbitro, dizendo que o atleta apoiou-se na parede testa da piscina, tomou balanço através dos flutuadores das pistas para recomeçar a nadar e que por isso mesmo deve ser desclassificado.
No final da prova o delegado do clube do atleta dirige-se ao Juiz Árbitro dizendo que o seu atleta foi prejudicado por um erro grave da equipa de arbitragem e que por isso vai efectuar um protesto.
Perante esta situação que medidas deverá tomar o Juiz Árbitro da prova? Que acontecerá ao atleta?
Gostaria de ver alguns comentários não só dos juízes, mas também de atletas e treinadores.
Boas Braçadas
Pedro Godinho
Numa prova de 1500 m Livres, o juiz enganou-se na amostragem das placas e apitou aos 1400 metros, avisando assim que só faltavam 50 metros. O atleta após ter ouvido o apito deu o máximo nesses 50 m e parou de seguida chegando em 1º lugar, mas o seu treinador avisou-o prontamente de que deveria continuar pois ainda faltavam 50 m e que o juiz se tinha enganado nas placas. O atleta prosseguiu então o seu nado e terminou a sua prova em 3º lugar tendo o juiz parado o cronometro apenas quando o atleta finalizou a sua prova.
O Cronometrista colocou o tempo final mas, faz uma intenção de desclassificação ao juiz árbitro, dizendo que o atleta apoiou-se na parede testa da piscina, tomou balanço através dos flutuadores das pistas para recomeçar a nadar e que por isso mesmo deve ser desclassificado.
No final da prova o delegado do clube do atleta dirige-se ao Juiz Árbitro dizendo que o seu atleta foi prejudicado por um erro grave da equipa de arbitragem e que por isso vai efectuar um protesto.
Perante esta situação que medidas deverá tomar o Juiz Árbitro da prova? Que acontecerá ao atleta?
Gostaria de ver alguns comentários não só dos juízes, mas também de atletas e treinadores.
Boas Braçadas
Pedro Godinho
terça-feira, abril 19, 2005
Resposta exercicio 1
A viragem tem dois momentos
1º A chegada à parede
2º Saída da parede
Entre os dois momentos a viragem não está regulamentada, logo é possível fazer de várias maneiras, incluíndo a cambalhota, mas temos de verificar se o atleta ao abandonar a parede o faz na posição ventral ou dorsal (podemos dizer que não é facil fazer a cambalhota e sair da parede na posição ventral em tão pouco espaço)se o fizer na posição ventral, a viragem é correcta ( pq também tocou com ambas as mãos na parede) se não sair na posição ventral será desclassificado.
1º A chegada à parede
2º Saída da parede
Entre os dois momentos a viragem não está regulamentada, logo é possível fazer de várias maneiras, incluíndo a cambalhota, mas temos de verificar se o atleta ao abandonar a parede o faz na posição ventral ou dorsal (podemos dizer que não é facil fazer a cambalhota e sair da parede na posição ventral em tão pouco espaço)se o fizer na posição ventral, a viragem é correcta ( pq também tocou com ambas as mãos na parede) se não sair na posição ventral será desclassificado.
terça-feira, abril 12, 2005
Exercicio 1
Para dar algum dinamismo a este Blog, resolvemos colocar aqui algumas perguntas para testar as capacidades dos nossos leitores sejam eles quem forem.
Para evitar confusões, é aconselhável que as respostas sejam feitas como anónimo uma vez que estes exercicios são criados para formar e não para avaliar quem quer que seja.
Estes exercicios vão ser colocados no blog e vamos esperar que seja respondido por algumas pessoas (o número depende da aceitação dos leitores) sendo posteriormente respondido por nós.
Espero que gostem...
Cumprimentos,
Luis Sardinha
Exercicio 1:
Na viragem dos 50m da prova de 100m mariposa a atleta, após tocar na parede com as duas mãos em simultâneo na parede executa uma cambalhota e continua o seu percurso correctamente.
a) O que deve fazer o juiz de viragens?
b) O que deve fazer o juiz-árbitro?
Para evitar confusões, é aconselhável que as respostas sejam feitas como anónimo uma vez que estes exercicios são criados para formar e não para avaliar quem quer que seja.
Estes exercicios vão ser colocados no blog e vamos esperar que seja respondido por algumas pessoas (o número depende da aceitação dos leitores) sendo posteriormente respondido por nós.
Espero que gostem...
Cumprimentos,
Luis Sardinha
Exercicio 1:
Na viragem dos 50m da prova de 100m mariposa a atleta, após tocar na parede com as duas mãos em simultâneo na parede executa uma cambalhota e continua o seu percurso correctamente.
a) O que deve fazer o juiz de viragens?
b) O que deve fazer o juiz-árbitro?
sexta-feira, abril 08, 2005
Regras de Participação
Este blog é livre e todos são convidados a participar, atletas, treinadores, pais de atletas, dirigentes, árbitros, etc...
Afim de haver um bom ambiente de discussão e que seja esclarecedor e pedagógico, deve-se reger por determinadas regras.
Essas regras devem respeitar os limites de liberdade, a liberdade de um indivíduo acaba quando começa a do outro, e por isso não serão toleradas:
Afim de haver um bom ambiente de discussão e que seja esclarecedor e pedagógico, deve-se reger por determinadas regras.
Essas regras devem respeitar os limites de liberdade, a liberdade de um indivíduo acaba quando começa a do outro, e por isso não serão toleradas:
- ofensas pessoais
- insinuações
- linguagem ofensiva
quinta-feira, abril 07, 2005
O atleta tem sempre o benefício da dúvida
Ao ver a transmissão televisiva da natação nos jogos Olímpicos, fiquei chocado ao ver os melhores atletas do mundo a fazer ilegalidades debaixo das barbas dos "melhores" àrbitros de natação do mundo sem serem desqualificados.
Após uma reflexão serena sobre estes factos consegue-se perceber porquê:
O que acontece nas nossas provas, distritais e nacionais, é muito semelhante embora não tenhamos a pressão que estes senhores têm (eu pessoalmente nunca tive problemas em desqualificar quem quer que fosse) mas tal como todos os outros juizes, existem situações que deixam dúvida e porque deixam dúvida não são reportadas...
Luis Sardinha
Após uma reflexão serena sobre estes factos consegue-se perceber porquê:
- Em primeiro lugar porque a regra de ouro na arbitragem é muito simples: "O nadador tem sempre o benefício da dúvida", ou seja, ou o juiz tem a certeza ou não deve relatar nada.
- A segunda razão deve-se ao facto de o juiz estar no cais da piscina, com luzes a incidir sobre a água que não está parada e que possivelmente contem alguma espuma a pertubar a sua visão e nós estarmos a ver uma viragem numa câmara submarina onde não temos quaisquer factores a prejudicar a nossa visão.
- Infelizmente não sei o que é ter essa responsabilidade, mas como estes juizes são pessoas, penso que é possível que sintam a pressão de estarem a ser avaliados por muitos milhões de pessoas e o medo de errar deve ser enorme.
- E finalmente porque existem penalizações caso haja um erro no seu desempenho. Temos como exemplo o juiz que desqualificou o atleta dos EUA.
O que acontece nas nossas provas, distritais e nacionais, é muito semelhante embora não tenhamos a pressão que estes senhores têm (eu pessoalmente nunca tive problemas em desqualificar quem quer que fosse) mas tal como todos os outros juizes, existem situações que deixam dúvida e porque deixam dúvida não são reportadas...
Luis Sardinha
terça-feira, abril 05, 2005
Dúvidas
Este blog tem o intuito de servir de caixa postal de perguntas.
Todas as perguntas (de arbitragem) serão respondidas ou discutidas aqui.
Este forum tem o intuito de partilhar experiências e melhorar a arbitragem na ANDS, ou até do país... Ok estou a ser demasiado optimista.
Se querem fazer perguntas comentem este post, nós tentaremos responder.
Todas as perguntas (de arbitragem) serão respondidas ou discutidas aqui.
Este forum tem o intuito de partilhar experiências e melhorar a arbitragem na ANDS, ou até do país... Ok estou a ser demasiado optimista.
Se querem fazer perguntas comentem este post, nós tentaremos responder.
A Biblia
Na arbitragem existem muitos regulamentos mas aquela que importa mesmo são as regras técnicas da FINA.
Para mim, as outras são apenas consultar para o caso de serem precisas. Claro que existem excepções...
Para mim, as outras são apenas consultar para o caso de serem precisas. Claro que existem excepções...
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